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Paramount tenta atravessar a Netflix e faz oferta pela compra da Warner; entenda

09/12/2025

O estúdio apresentou uma oferta hostil para voltar ao negócio bilionário. Fique por dentro do plot twist!




A corrida pelo controle da Warner Bros. Discovery ganhou um plot twist nesta segunda-feira (8/12). Depois de ver a Netflix avançar com um acordo bilionário na semana passada, a Paramount Skydance partiu para o tudo ou nada e apresentou uma “oferta hostil” de US$ 108,4 bilhões para tentar assumir a companhia.


Oferta hostil é quando uma empresa tenta comprar outra passando por cima da diretoria. Em vez de negociar com os executivos, a proposta é levada diretamente aos acionistas, geralmente com um valor tentador por ação para conquistar apoio.


A nova investida surge três dias após a Netflix ter sido declarada vencedora de uma disputa acirrada contra a própria Paramount e a Comcast. Na sexta-feira (5/12), a gigante do streaming aceitou pagar mais de US$ 70 bilhões pelos ativos de TV, cinema e streaming da Warner — um negócio que já provocou reação de sindicatos, cineastas e autoridades americanas e europeias.


A plataforma ainda topou incluir no contrato uma multa de US$ 5,8 bilhões caso a fusão seja barrada por reguladores, sinalizando que não pretende recuar. A Paramount, porém, não engoliu o desenrolar das negociações. Antes mesmo da proposta hostil, o estúdio enviou uma carta à Warner acusando o processo de ter sido “tendencioso” e apontando que a venda já estaria “predefinida” para a Netflix. Segundo seus advogados, a criação de um conglomerado com 43% do mercado global de streaming violaria leis antitruste dos Estados Unidos.


A ofensiva marca o ponto mais alto de uma disputa que se arrasta desde setembro, período em que a Paramount fez diversas tentativas de fusão para montar um novo gigante capaz de enfrentar tanto a Netflix quanto a Apple, que segue expandindo sua presença no entretenimento. Todas as investidas, no entanto, foram rejeitadas.


Com a oferta hostil, a pressão sobe e o tabuleiro muda de novo. Agora, a decisão está nas mãos dos acionistas e das agências reguladoras, que ainda podem interferir tanto na negociação com a Netflix quanto com a Paramount.



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