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Polícia investiga briga na final do Mineiro. Atletas podem ser denunciados criminalmente

11/03/2026

Polícia Civil analisa imagens e relatos da final do Campeonato Mineiro no Mineirão; envolvidos podem responder com base na Lei Geral do Esporte




A confusão generalizada registrada no clássico entre Cruzeiro e Atlético Mineiro, disputado no Estádio Mineirão pela final do Campeonato Mineiro, passou a ser investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais. A briga envolvendo atletas das duas equipes ocorreu no gramado e terminou com 23 jogadores expulsos após o encerramento da partida.
Segundo a corporação, o procedimento apura os acontecimentos registrados durante o confronto. Para isso, estão sendo analisados tanto os relatos do árbitro Matheus Candançan na súmula quanto imagens gravadas durante o tumulto. A avaliação inclui a possibilidade de identificar outros envolvidos além dos atletas já punidos disciplinarmente.

Ao final das diligências, o material será encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais, que decidirá se haverá denúncia contra os participantes do episódio. Caso haja acusação formal, ela pode se basear no artigo 201 da Lei Geral do Esporte, que trata de promover tumulto ou praticar violência em eventos esportivos. A legislação prevê pena de até dois anos de reclusão e pagamento de multa.


Como começou a confusão

O episódio teve início após um choque entre o atacante Christian, do Cruzeiro, e o goleiro Everson, do Atlético, dentro da área da equipe alvinegra. Após o contato, o arqueiro reagiu empurrando o adversário e se jogando sobre ele, o que provocou a aproximação de jogadores do time celeste e desencadeou uma sequência de agressões.

Durante o tumulto, diversos atletas participaram de confrontos físicos. O volante Lucas Romero atingiu Everson com uma voadora após o goleiro já ter sido golpeado por Matheus Henrique. Em seguida, Christian desferiu um soco no zagueiro Lyanco, que recebeu apoio do defensor Junior Alonso, também envolvido em agressões.

O goleiro Cássio tentou avançar contra Lyanco, mas acabou contido. O defensor atleticano ainda trocou socos com o meia Gerson e recebeu um chute do arqueiro cruzeirense.

Outro momento da confusão envolveu o atacante Hulk. O jogador foi atingido por chutes do zagueiro Lucas Villalba e reagiu com socos, além de acertar um chute em Lucas Romero. Villalba também se envolveu em agressões com o lateral Renan Lodi e, em outro momento, recebeu um soco de Everson.

Ainda durante o tumulto, o zagueiro João Marcelo acertou um soco em um jogador do ataque atleticano e acabou atingido posteriormente por Preciado. O defensor Junior Alonso também foi flagrado acertando um golpe no rosto do volante Walace, sendo derrubado e chutado pelo atacante Kaio Jorge.

Kaio Jorge ainda trocou agressões com Gabriel Delfim, enquanto o lateral Fagner também entrou na confusão e se envolveu em confrontos com o goleiro adversário.


Intervenção e expulsões

A briga só foi contida após a intervenção de seguranças das equipes e de agentes da Polícia Militar de Minas Gerais. Durante o tumulto, o árbitro solicitou proteção policial enquanto os jogadores continuavam envolvidos na pancadaria. Com os ânimos controlados, a partida foi encerrada. Posteriormente, a súmula registrou a expulsão de 23 atletas das duas equipes.

Pelo Cruzeiro, foram punidos Cássio, Fagner, Fabrício Bruno, João Marcelo, Villalba, Kauã Prates, Christian, Lucas Romero, Matheus Henrique, Walace, Gerson e Kaio Jorge.

Do lado do Atlético-MG, receberam expulsão Everson, Gabriel Delfim, Preciado, Lyanco, Ruan Tressoldi, Junior Alonso, Renan Lodi, Alan Franco, Alan Minda, Cassierra e Hulk.

A investigação segue em andamento e não há prazo definido para conclusão do inquérito.



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