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Alto preço dos direitos vai deixar rádios importantes fora da Copa

28/03/2026

Entre as ausentes, dois prefixos centenários e de maior importância, a Super Rádio Tupi, do Rio, e a Jornal, do Recife




Até 1966, quando o Brasil já tinha conquistado os mundiais na Suécia e Chile, os jogos foram acompanhados apenas pelo rádio.

A televisão, ao vivo, só entrou em 1970, na conquista do tri.

Desde lá até agora, são muitas as dificuldades para a transmissão desta natureza, especialmente a partir do instante em que passaram a existir a cobrança dos direitos.

E vem aí a Copa de 2026, de 11 de junho a 19 de julho, com sede nos Estados Unidos, México e Canadá, só que nem todas as rádios que gostariam poderão estar presentes.

Entre as confirmadas: Bandeirantes, BandNews FM, Jovem Pan, Sistema Globo, Itatiaia, Gaúcha, Energia 97 e TMC.

Mas entre as ausentes, dois prefixos centenários e de maior importância, a Super Rádio Tupi, do Rio, e a Jornal, do Recife.

Ausentes porque não concordaram ou não se viram em condições de pagar 500 mil dólares para a sua transmissão. O dobro do preço cobrado da última vez.

É claro que cada uma tem a sua contabilidade e sabe onde chegar, mas, para tanto, é preciso botar na ponta do lápis. Além desse custo, devemos lembrar que existem outros tão imprescindíveis quanto, como passagens, hospedagens, diárias, impostos, custos para remeter dinheiro etc.

Uma conta que vai longe. É quase uma aventura embarcar numa dessas.


O problema – 1

A grande questão nessa parada dos direitos esportivos é que, também por aí, além de cobrarem o que bem entendem, por parte dos veículos existe o desespero de querer chegar na frente e muitas vezes pagar muito mais do que deveriam.

É o caso de agora.


O problema – 2

Nem as rádios, muito menos as TVs se tocaram que essa questão dos direitos esportivos, do jeito que está, vai se tornar cada vez mais impraticável.

Onde já se viu a FIFA cobrar 500 mil dólares de cada rádio?! Aliás, será que alguém chegou a pensar numa negociação conjunta? Não sairia mais barato para todas.



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