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28/08/2026
As gigantes do streaming parecem ter chegado a uma conclusão: o Brasil deixou de ser apenas um mercado importante e passou a ser estratégico para a expansão na América Latina. E os
investimentos anunciados recentemente mostram isso com bastante clareza.
O Prime Video, por exemplo, anunciou neste mês que pretende investir mais de US$ 2 bilhões na América Latina entre 2027 e 2030, incluindo produções originais e esportes ao vivo. O Brasil está entre os cinco mercados prioritários da operação.
A Netflix também tem motivos para comemorar. A plataforma já soma mais de 35 milhões de pessoas ativas mensalmente no plano com anúncios no Brasil, número 20% maior que o registrado em 2025. E o conteúdo brasileiro ganhou força lá fora: as horas assistidas por produções nacionais cresceram 39% no mundo em um ano.
Não é difícil entender o movimento. Em 2025, o streaming já estava presente em 44,4% dos lares brasileiros com televisão, segundo dados da Pnad, enquanto o mercado de TV por assinatura seguia em queda. O país também é apontado como um dos mercados mais promissores para o vídeo digital nos próximos anos.
O desafio, agora, é transformar esse apetite em produção nacional cada vez maior. O Brasil tem público, talento e histórias com potencial de viajar pelo mundo. As plataformas perceberam isso antes que muita gente. E, pelo tamanho dos investimentos, não parecem dispostas a deixar essa oportunidade passar.







